Please use this identifier to cite or link to this item: http://rima110.im.ufrrj.br:8080/jspui/handle/20.500.14407/24141
Tipo do documento: Tese
Title: Justo. Compreensão e uso da rotulagem nutricional frontal por consumidores brasileiros: evidências ao longo da sua implementação
Other Titles: Brazilian Consumers’ Understanding and Use of Front-of- Pack Nutrition Labeling: Evidence Across the Implementation Period
Authors: Sant'Anna, Laudiane Justo
Orientador(a): Deliza, Rosires
Primeiro coorientador: Ares, Gastón
Primeiro membro da banca: Deliza, Rosires
Segundo membro da banca: Ayres, Ellen Mayra Menezes
Terceiro membro da banca: Melo, Lauro Luís Martins Medeiros de
Quarto membro da banca: Lucia, Suzana Maria Della
Quinto membro da banca: Antúnez Núñez, María Lucía
Keywords: Rotulagem nutricional frontal;Alerta nutricional;Informação nutricional;Política públicas;Front-of-package;Nutritional warnings;Nutritional information;Public policies
Área(s) do CNPq: Ciência e Tecnologia de Alimentos
Idioma: por
Issue Date: 25-Aug-2025
Publisher: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Tecnologia
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
Citation: SANT’ANNA, Laudiane Justo. Compreensão e uso da rotulagem nutricional frontal por consumidores brasileiros: evidências ao longo da sua implementação. 2025. 130 f. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Instituto de Tecnologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2025.
Abstract: A rotulagem nutricional frontal é uma das estratégias regulatórias sugeridas para desestimular hábitos alimentares não saudáveis, o principal determinante comportamental das doenças não transmissíveis. Em 2020, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou o modelo alerta nutricional no formato de lupa em alimentos com excesso de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. A implementação da política ocorreu de forma gradual, com início em outubro de 2022 para novos produtos, e prazos estendidos até 2025 para diferentes categorias de alimentos. Embora estudos prévios tenham apontado o potencial dos alertas nutricionais para influenciar o comportamento alimentar, ainda são escassas as evidências sobre a efetividade da lupa nos produtos brasileiros. Diante disso, a presente tese teve como objetivo explorar a interpretação e o uso da rotulagem nutricional em formato de lupa a partir da sua implementação. Três estudos foram conduzidos. O primeiro analisou a interpretação e as experiências dos consumidores brasileiros com a lupa em dois momentos da fase inicial da política (dez/2022–jan/2023 e dez/2023–jan/2024), por meio de coletas online com 1.762 participantes. O segundo estudo, realizado entre fev–mar/2024, examinou o uso da lupa em um ambiente real de compra em duas cidades brasileiras, com o auxílio de um equipamento de rastreamento ocular móvel (eye-tracking). Também foram analisados os dados autorrelatados sobre uso e compreensão da lupa. O terceiro estudo, conduzido em ago/2024, após o prazo final para a implementação da política para a maioria dos produtos, avaliou como diferentes tipos de mensagens destinadas a informar o consumidor sobre a lupa (com enquadramento de ganho, perda e neutro) influenciaram a importância atribuída à lupa em comparação aos outros elementos da embalagem. No primeiro estudo foi observado que os participantes identificaram corretamente o produto mais saudável em 63,6% das tarefas e os produtos com alto teor de nutrientes em 44,8% delas. Logo após a implementação, 36% dos participantes relataram ter visto a lupa em um produto que pretendiam comprar e, entre eles, 53% relataram ter mudado suas decisões de compra. Um ano depois, esses números aumentaram para 71% e 45%, respectivamente. As características individuais e o período de coleta de dados tiveram influência limitada sobre a capacidade dos participantes de interpretar os alertas. No estudo dois foi observado que, embora 60% dos participantes tenham relatado já ter visto a lupa nas embalagens, a busca ativa e uso no momento da compra foram limitados, com apenas 4% fixando o olhar na lupa e 15% relatando tê-la notado nos produtos que pretendiam comprar e, a maioria tendo informado que comprou os produtos mesmo assim. Apesar disso, 53% afirmaram ter modificado suas decisões de compra após a implementação da lupa. No estudo três foi observado que a exposição às mensagens aumentou a importância relativa dos alertas, principalmente no enquadramento de ganho, enquanto reduziu a influência da marca e das alegações sensoriais. No entanto, a marca e as alegações sensoriais foram os fatores mais relevantes que influenciaram as escolhas dos participantes em todas as condições experimentais. Os achados sugerem que, embora a lupa tenha potencial para promover escolhas alimentares mais saudáveis, campanhas de comunicação e medidas regulamentares adicionais, como a regulamentação do marketing, ainda são necessárias para aumentar a conscientização e estimular os consumidores a considerarem a lupa em suas decisões de compra.
Abstract: Front-of-pack (FOP) nutrition labeling is one of the regulatory strategies proposed to discourage unhealthy eating habits, the main behavioral determinant of noncommunicable diseases. In 2020, the Brazilian Health Regulatory Agency (Anvisa) approved the adoption of a black magnifying–shaped nutritional warning label for packaged foods containing excessive amounts of added sugars, saturated fats, or sodium. The policy has been implemented gradually, starting in October 2022 for newly launched products, with extended deadlines until 2025 for different food categories. Although previous studies have demonstrated the potential of nutritional warnings to influence eating behavior, evidence regarding the effectiveness of the black magnifying label on Brazilian products remains scarce. Against this background, the present thesis aimed to explore the interpretation and use of the black magnifying FOP label following its implementation. Three studies were conducted. The first study investigated Brazilian consumers’ understanding and experiences with the black magnifying label at two time points during the early phase of the policy (Dec 2022–Jan 2023 and Dec 2023–Jan 2024) through online surveys with 1,762 participants. The second study, conducted between Feb–Mar 2024, examined label use in a real shopping environment in two Brazilian cities, employing mobile eye-tracking technology. Self-reported data on label use and understanding were also collected. The third study, carried out in Aug 2024—after the final implementation deadline for most products—assessed how different types of consumer information messages about the black magnifying label (gain-framed, loss-framed, and neutral) influenced the relative importance attributed to the label compared with other packaging elements. In the first study, participants correctly identified the healthiest product in 63.6% of the tasks and products high in critical nutrients in 44.8% of the tasks. Shortly after policy implementation, 36% of participants reported noticing the black magnifying label on a product they intended to purchase, and among them, 53% stated that it changed their purchase decision. One year later, these figures increased to 71% and 45%, respectively. Individual characteristics and data collection period had limited influence on participants’ ability to interpret the warnings. In the second study, while 60% of participants reported having previously seen the black magnifying on packages, active search and use at the point of purchase were limited: only 4% fixated their gaze on the label and 15% reported noticing it on products they intended to buy—most of whom still purchased the products. Nonetheless, 53% stated that they had changed their purchasing decisions after the black magnifying was implemented. The third study found that exposure to informational messages increased the relative importance of the black magnifying label—particularly in the gain-framed condition—while reducing the influence of brand and sensory claims. However, brand and sensory claims remained the most influential factors guiding participants’ choices across all experimental conditions. Overall, the findings suggest that while the black magnifying label has the potential to promote healthier food choices, complementary measures—such as targeted communication campaigns and additional marketing regulations— are necessary to enhance consumer awareness and encourage consideration of the label during purchasing decisions.
URI: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/24141
Appears in Collections:Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos

Se for cadastrado no RIMA, poderá receber informações por email.
Se ainda não tem uma conta, cadastre-se aqui!

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
LAUDIANE JUSTO SANT’ANNA.pdf2.45 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.